Art-É-Nóis

Posted by bogadolins on November 21st, 2008 filed in Uncategorized
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Vai aí um trabalho maravilhoso deste renascentista que é o Wagner de Miranda. Eu me explico, além de ator, diretor e escritor, e muito bom nisto tudo, é também um pintor de primeira. E ele é mais um destes artistas multitarefas atuais que buscam diferentes formas para se expressar. Semelhante fenômeno ocorreu no Renascimento quando artistas, cientistas e artesões detiam um conhecimento múltiplo que passava pelas diferentes esferas do pensamento humano. Mas, enfim, sem mais delongas, aqui vai seu trabalho. Trata-se de uma pintura acrílica, encáustica e douração sobre tela medindo 140 por 160 cm. O artista disponibiliza seu trabalho em seu atelie e, pelo que me falou, logo terá um blog. Uma desculpa para postarmos outro dos seus trabalhos quando botar seu bloguito no ar. Aí vai


Dia do Leitor - Piracicaba 30 anos de Humor

Posted by bogadolins on November 20th, 2008 filed in Uncategorized
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O livro “Piracicaba 30 Anos de Humor” é um apanhado maravilhoso deste que talvez seja o maior evento de humor gráfico do país. Algo que deveria ser mais prestigiado por estas terras, já que fazer rir é uma arte, tal como Bergson descreveu muito bem em seu livro “O Riso”, que já foi indicado aqui anteriormente. Atenção especial para a caricatura de Chico Buarque feita por Daucio Machado, uma verdadeira pérola.


Desperdício

Posted by bogadolins on November 19th, 2008 filed in Uncategorized
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“Metade da minha vida eu gastei com mulheres e bebidas, e a outra metade eu desperdicei”

Anônimo


Dia do leitor

Posted by Cabelo on November 18th, 2008 filed in Uncategorized
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Uma história para dormir… um sonho para realizar… dois meninos, cada qual com sua história e a seu tempo, unidos por diário… um ônibus queimado em uma estrada que passa…

TERRA SONÂMBULA, romance do moçambicano Mia Couto, é bom demais! Você vai lendo e querendo saber o que será que vai acontecer com os meninos e se de algum modo as aventuras de cada um, por ventura, vão se encontrar. Tudo isso numa mistura de crenças e lendas tradicionais contra concepções ocidentais de mundo, imiscuindo o fantástico e o real de um modo verossímil e maravilhoso! Como se não bastasse isso, deve-se ressaltar que o autor é declaradamente leitor da literatura brasileira e tem como uma de suas fontes de inspiração nada menos que o nosso Guimarães Rosa.

Quem acompanha este blog há algum tempo, sabe que uma das minhas primeiras contribuições, há uns meses, foi sobre este livro com um trecho do romance. Desta vez não transcrevo nenhum trecho e faço aqui a indicação: quem se sentiu atraído, leia! E, quem não consegui persuadir, leia também!!

Não será perda de tempo.

Boa leitura!

Paulo CABELO


Boa da semana

Posted by Cabelo on November 17th, 2008 filed in Uncategorized
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Para todos que gostam de cinema e, principalmente, de curtas, a boa desta semana é o site Porta Curtas. Lá o navegador pode assistir a centenas de filmes nacionais sem restrições, ter acesso a informações sobre os próprios curtas, festivais e prêmios. Como palhinha, coloco abaixo, um dos curtas mais legais que já vi. O documentário é tão bom, foi tão premiado e é tão conhecido que nem necessita de apresentações. Não há como não se comover com ILHA DAS FLORES, que leva o espectador do riso irônico à tristeza:

http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=647

ou pelo Youtube

Boa semana!

Paulo Cabelo


Crônica Do Bogado - O Cravo e a Espinha

Posted by bogadolins on November 16th, 2008 filed in Uncategorized
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O Cravo E A Espinha

Ela estava com aquele mau pressentimento, algo muito sério na vida de uma mulher. Pior o sentimento do que o fato e ainda pior o pressentimento, já que cria o fato conforme suas dores. Adriana ficou esperando a chegada dele encarando o relógio com aquela ansiedade típica das jovens. É certo que às vezes o tempo vai mais rápido que si mesmo mas não era definitivamente o caso, pois cada segundo de espera era vivido intensamente, cessava em conjunto com as gotas que caíam da torneira numa sincronia perfeita típica dos fatos cotidianos.

Aquilo tudo era amenizado uma hora ou outra com alguma atividade corriqueira como lavar pratos, lavar roupa, secar, higiene pessoal, enfim todas estas atividades que ligam a mulher com a água. No entanto a espera não acabava e a ansiedade voltava cada vez mais dolorosa, pensava nas possibilidades. Tudo poderia acontecer, pois botar um anel no dedo de um homem é a coisa mais perigosa na vida de uma mulher. O bolo da vizinha é sempre mais gostoso, imagina quanto ao homem.

Após mais algum tempo de incessante espera ela ouviu a porta abrindo, só poderia ser ele. Adriana se levantou e foi correndo ver o que se passava e se deparou com a figura do seu marido impecável, deu-lhe um beijo um pouco desconfiado e depois falou:

- Por que você demorou tanto?

- Estiquei um pouco o trabalho pra amanhã ficar mais tranqüilo, como você tá amor?

-Ahhhh, tá tudo bem!

Na realidade não estava nada bem, alguma pulga a incomodava atrás da orelha. Ele parecia intacto, não tinha cheiro de mulher, as roupas bem apanhadas, nem um pingo de nervosismo mas alguma coisa estava errada… Até que de repente ela se deu conta do que era, tudo agora parecia tão lógico, como poderia ele, rapaz de 22 anos, com aquela cara limpa sem ao menos aquele cravo preto encravado na testa. Aliás vários estavam faltando, até mesmo uma espinha, quem os teria tirado? Ele sem dúvida é que não fôra pois, como todo homem, não se preocupava lá muito com a estética. Será que a vagabunda não sabe que não se tira espinha? Afinal de contas infecciona. Depois da revelação do perigo eminente começou a gritar incessantemente.

- Fernando quem foi a vagabunda que tirou seus cravos!

- Como é que é?!

- É isto mesmo o que o senhor tá ouvindo!

- Acontece que eu não estou entendendo nada.

-Pô Fernando, vai pastar! Num vem com esse papo não. Volta com a cara limpa, sem nenhum cravo e ainda vem com essa conversa mole, vai arrumando tuas coisas pra dormir na rua seu filho… .

- Mas amor eu não fiz…

-Como é que não fez nada, vai pro trabalho, chega tarde, volta sem um monte de cravo e vem me falar que tá tudo bem. Qual é, Fernando. Tu sabe que eu adoro tirar teus cravos e você deixa qualquer vagabunda…

Não se agüentou com as emoções. O peso de sentimentos pesa mais que qualquer coisa, só pesa mais a lágrima que não se agüenta a si própria e escorre até o chão. Fernando se convalesceu com a situação e a abraçou com força e ternura, afinal os dois se amavam…

- Meu amor me desculpe eu sou um imbecil, mas não aconteceu nada demais. Só alguns beijinhos, a gente não tinha nem dinheiro pro motel.

-Não fala mais nada, por favor…

A conversa foi finalizada com o amor dos corpos que temem se perder. Há muito tempo não se sentiam tanto um ao outro, daí por diante nunca mais Fernando deixou nenhuma mulher lhe tirar os cravos, com exceção da sua própria amada.

Marco Antônio Bogado


Crônica do Cabelo - Prescrição médica! A dupla identidade

Posted by Cabelo on November 15th, 2008 filed in Uncategorized
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-        Medicina!

-        Oh! Nossa! Será médico, parabéns! Precisa estudar muito! Seus pais devem estar orgulhosos!…

Esse é o recorte de um diálogo recorrente em nossa sociedade, que acontece com estudantes de medicina. Já o tive várias vezes! Sem dúvida, esse é um dos cursos superiores mais antigos do Brasil, e é das carreiras mais respeitáveis também. Platão, que não era bobo e sabia que poderia precisar de um médico um dia, já classificava a medicina como uma das quatro artes verdadeiras, ou seja, saberes ou práticas úteis ao homem.

O engraçado é o paradoxo na percepção das pessoas com relação à tal profissional. O diálogo do início não é fictício, muitos brasileiros admiram-se ao descobrir que o seu interlocutor é ou será médico. Até eu me assusto! É quase uma adoração, sincera. Ao mesmo tempo em que é uma construção sociocultural. Afinal, são estas pessoas que sofrerão os erros de diagnóstico ou de medicação, por imperícia ou não; que reclamarão de mau atendimento dos médicos, às vezes sem dormir. Também elas tacharam aqueles estudantes de CDFs, nerds, crânios, entre outros admiráveis apelidos nos tempos de escola. Talvez esta relação insira-se na questão da cordialidade do brasileiro, ou seja um vestígio de uma visão divinificada dos curandeiros e pajés.

Há um longo e exasperante caminho para se tornar médico. Não que outras carreiras sejam fáceis; não são. Horas e horas pela madrugada, de estudo, trabalho, dedicação e sangue. Primeiro para ingressar na faculdade, visto que é um dos cursos mais concorridos em qualquer universidade e que requer as notas mais altas. Depois, os próprios anos do curso exigem demais. Em terceiro, existe a malfadada prova da residência, pior que o vestibular. Por fim, há a residência propriamente, de dois a quatro anos. É digno de louvor quem supera estes estágios. Coisa de louco!

Assim, não é qualquer pé-rapado que se torna médico. Por isso, a admiração é construída social e culturalmente. Além de que, em geral, a classe médica é bem paga. Pode não ser o justo, na opinião daqueles profissionais, mas está acima da média do brasileiro. Isto é, ser médico dá status social. Tudo bem, não é apenas isso que os estudantes buscam. Eles querem passar a vida a salvar vidas, curar doenças, conhecer e ajudar pessoas e mais uns itens do juramento que não sei.

Entretanto, esta aura anuviada que envolve tal classe é facilmente atirada às favas. Basta participar de algum evento de alunos de medicina: churrasco, jogos, chopadas, etc. É difícil descrever, parece uma explosão eufórica, inconseqüente. Como se fossem escravos e, de repente, recebessem a alforria. Querem salvar vidas e se esquecem da própria. Seja por dominar o assunto, por estarem sempre bem informados sobre tratamentos e remédios, ou por uma liberação frente à necessidade opressiva dos estudos, o que rola de drogas é inacreditável, e contraditório. Não que outros cursos não sofram desse mal, varia de pessoa para pessoa, independente da carreira. Mas o consumo das mais antigas drogas na medicina, “lança-perfume”, maconha, LSD, …, é bastante elevado.

Não dá para entender como indivíduos tão centrados nos estudos, que visam a combater os males à saúde, destruam-se dessa forma. De tanto estudar, eles necessitam de momentos de lazer, descontração, e válvulas de escape. Mas a esse ponto?! Talvez um psicólogo saiba explicar. Não, psicólogo não é médico. Um psiquiatra. Ele é médico. Chi! Corporativismo, ele faz parte do esquema! E tem mais essa: quem não compactua das reuniões ou festas de sua turma é discriminado e excluído. Em uma área que exige tamanha responsabilidade individual e social, além de doses de altruísmo, é um bom começo! Sobretudo, é um belo exemplo de respeito e consideração ao próximo, bem como às suas opiniões. Talvez os médicos quase não lidem com pessoas, apenas imponham prescrições a sintomas. Que arte, Platão!

Recentemente, os alunos do último ano de medicina de uma conceituada universidade estadual de São Paulo realizaram a tradicional (notem bem: tradicional) Lama: pulavam na lama, abraçavam-se, lama, tibum, splash, às bordas do Hospital das Clínicas do campus, onde trabalham com nossas vidas. Ah, poucos dias depois, os alunos do segundo ano seguiram o exemplo em um churrasco. Detalhe: participou quem quis e quem não quis. Estes últimos, por acidente, submissão ou coerção. Entre mergulhos e arremessos, os adeptos da lama não se contentam e correm atrás dos colegas (vítimas), a fim de enlameá-los. Mais uma amostra de respeito. Aprenderam a lição!

Foi Robert Stevenson, que não devia confiar muito no seu clínico, quem elucidou a questão dos médicos. A verdadeira identidade deles é dupla. Tenho a impressão de que naqueles eventos, os futuros médicos deixam o Dr. Jekyll de lado e revelam o Mr. Hyde cativo dentro deles, oprimido pelos estudos. Não à toa, os trotes nas faculdades de medicina são os mais pesados. Quem não se lembra do calouro afogado em uma piscina. Desse caso até hoje, a proibição dos trotes é meramente formal. Na faculdade de medicina, por exemplo, sempre se é “bicho” daqueles que estão a sua frente. Somente torna-se veterano pleno no último ano e, depois de anos padecendo, é quando se vai à desforra. Ou seja, passa-se cinco anos fomentando o louco Mr. Hyde para, no sexto, libertá-lo, já simultaneamente ao exercício da medicina no Hospital Universitário.

No clássico, gradativamente, o monstro domina seu criador, Dr. Jekyll, o médico. E na vida real, em quem apostar?!

Paulo Cabelo


Art-É-Nóis

Posted by bogadolins on November 14th, 2008 filed in Uncategorized
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Aqui Inauguramos o espaço de exposição de alguns vídeos feitos no Sarau do Literatura Cotidiana.  Eles ficarão expostos até o próximo que, no momento, não tem data definida, mas todos esperamos que seja em breve. Aqui vai o post de um deles no Art-É-Nóis. Trata-se da leitura de um tal escritor chamado “Drummon di Andrade” ou algo assim, que, aliás, foi tema recorrente.

Para ver os demais basta clicar lá em cima, no link SARAU, no canto superior da tela, mas, para quem tem preguiça vai o link abaixo

http://literaturacotidiana.bogado.net/?page_id=345


Dia do Cinéfilo

Posted by Cabelo on November 13th, 2008 filed in Uncategorized
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Hoje, mais uma vez venho lançar à roda um documentário: KOYAANISQATSI. Este é o primeiro de uma trilogia que, segundo o próprio diretor, Geofrey Reggio, “esses filmes devem provocar”.

A produção levou seis anos entre 1978 e 1983 e salienta sobretudo a diferença ou transição do ambiente natural a um ambiente tecnológico, onde a tecnologia deixa de ser apreendida e usada e passa a ser vivida. A fusão música-imagem-texto compõe a arte e é tão viva, quanto se acreditava que os elementos, terra fogo ar água, eram os formadores da vida. E isso é facilmente percebido. Não se pode deixar de lado o quanto do “american way of life” é apresentado ao espectador e, mais ainda, o quanto esse modo de vida é cada vez mais universal. Sem dúvida, a narrativa em som/imagem e o seu teor são extremamente provocadores no sentido de que não é possível ignorar o que se assiste sem uma certa angústia ou, no mínimo, uma reflexão. O ritmo contagia ao mesmo tempo em que passamos por estranhamentos e identificações ininterruptas ao longo do filme. Ainda que seja de quase 30 anos atrás, não há como negar sua atualidade.

O segundo e o terceiro filme da trilogia são, respectivamente, POWAQQATSI e NAQOYQATSI e todos valem a pena!

Paulo CABELO


Status

Posted by Cabelo on November 12th, 2008 filed in Uncategorized
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“Status é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar pra gente que você não gosta, uma pessoa que você não é.”
Anônimo